
Quero fazer parte do poema mesmo que este não tenha história,






Se algo eu pudesse ser na vida, para além daquilo que já sou, escolheria ser velhinho com barbas brancas.
Para me amares, terás de olhar para o meu corpo de mulher e reconhecer nele, as rugas da vida. Para me sentires, terás de entrar em mim, olhar-me nos olhos, beijar-me e lentamente observar-me, para ver se meu corpo responde às tuas perguntas.



Esta vossa amiga não bate bem. Imaginem Voçês que a Sonhadora http://estaminhacasa.blogspot.com/ deixou-me em Abril uma prenda no sapatinho. Eu, que não estou habituada a estas coisas, agradeci e esperei pelo resultado. Ora do que estava eu à espera???? De nada. De repente ao navegar por outras páginas apercebi-me que afinal, tinha-me sido mesmo atribuído um prémio. Fico contente que este pequeno canto de desabafos consiga fazer pensar pois, este prémio foi criado para ser atribuído a blogs que nos façam reflectir.
Pelos vistos isso pega-se.
Como se não bastasse o meu arrozinho vai ficar completo com este Prémio e eis que chegou o Blog com Grelos dado mais uma vez pela Sonhadora.



Eu acho: que estamos cada vez mais egocêntricos
Eu odeio: a hipocrisia, a falsidade, a mentira, o cinismo
Eu sinto: que aprendi com o que perdi mas que, por mais atenta que esteja, vou voltar a errar
Eu escuto: as pessoas e o que me rodeia
Eu cheiro: a vida
Eu imploro: normalmente a Deus, para que a sociedade em geral se aperceba que possui a força necessária para mudar
Eu procuro: ser feliz e fazer alguém feliz
Eu arrependo-me: de por vezes não ser mais paciente, pois perco muito com isso.
Eu amo: os meus familiares, amigos (um em especial)
Eu sinto dor: quando os que amo sofrem
Eu sinto a falta: do meu pai que está longe e vou sentir a de um amigo que vai passar a estar
Eu importo-me: que os outros nao estejam felizes
Eu sempre: tento estar ao lado dos que me amam, principalmente nas horas más
Eu não fico: expectante
Eu acredito: no ser humano, no destino, nas coincidências, no espiritual.
Eu danço: quase tudo. Aprendi com o meu pai (em cima dos pés dele)
Eu canto: tudo. Música popular e tradicional portuguesa e adoro o fado
Eu choro: Quando não estou bem, quando sinto saudades, quando amo muito
Eu falho: Sim, algumas vezes
Eu luto: Sou uma lutadora por natureza
Eu escrevo: Sim, mas nem todos os dias.
Eu ganho: Por cada vez que consigo fazer alguém sorrir
Eu perco: Muitas horas de sono...
Eu confundo-me: às vezes, principalmente quando estou cansada
Eu estou: com uma dor muito grande no peito, desiludida, etc
Eu fico feliz: quando o “palhaço” me liga e quando consigo ter os meus amigos todos juntos
Eu tenho esperança: Que a vida vai melhorar e que ainda vou conseguir reconquistar o tal
Eu preciso: de ter um pouco mais de paz
Eu deveria: por vezes pensar mais em mim
Eu sou: autêntica
Eu não gosto: que me façam de parva
Eu sou assim.

Sentiu o seu respirar ténue, subindo levemente, como uma simples brisa e por fim o "shiuuuu".
Não conseguia parar de tremer e de olhos fechados, revivia o roçar intenso de seus corpos suados, emanando o cheiro característico de quem ama.
"Shiuuuu", ouviu de novo. Desta vez soluçou baixinho, sem deixar de sentir que algo percorria o seu corpo. Gota a gota, uma lágrima caia juntando a outras tantas de suor, cada uma percorrendo o seu caminho, indo desaguar num mar de prazer nenhuma fugindo ao seu destino final.
Gemidos contidos, mãos entrelaçadas puxando para si uma amálgama de sentimentos frenéticos, lençóis em desalinho, bocas que teimavam em tocar-se substituindo cada palavra pensada e pronta a ser proferida, pela cor de um beijo.





Acalma esse ímpeto que te nasce da espera,
respira o vento que arrefece e te queima a face,
nesse palco és artista crias a cena e o volte-face,
questiona o talvez o quem dera e espera.
Espera. Não voes tão alto, plana.
Deixa entrar a mudança,
vive-a como se fosse uma dança,
descansa que essa loucura não é insana.
Vai. Embarca nessa aventura, muda o teu rumo,
nada sem medo no mar que te faz homem,
leva o prato do amor onde nem todos comem,
Leva-me na lembrança desse fogo sem fumo.
Espera a cama vazia, as noites escaldantes,
a solidão, a tristeza entre sorrisos,
o silencio que teima em passar pelos frisos,
leva na mala, os jogos de sedução estonteantes.
Não questiones a MUDANÇA.
Embarca, tripula o teu barco, esquece o MEDO,
usa a PACIÊNCIA, ama-te em segredo,
o tempo é teu aliado, a tempestade a tua bonança.
VAI mas LEVA-ME -ME NA LEMBRANÇA.
Alimenta-me com calor, guarda-me no banco das memórias,
mantem o PRATO limpo, o TEU rol de glórias,
irei ver-te, ouvir-te quem sabe ajudar-TE nessa dança.
ESPERA...

Guardo a tua passagem por mim,
não porque queira chorar,
mas porque a quero lembrar.
Quero ter o privilégio de fechar os olhos e
sempre que queira, ver o teu sorriso,
sentir sempre que me apeteça, o calor das tuas mãos.
As lutas que travamos,
na mais pura infantilidade,
sem que isso me traga mágoa ou dor
mas, simplesmente o sentir, a saudade.
Guardo os momentos pintados de azul,
as palavras que se tornaram nossas,
o sonho a três, o não dito com carinho,
a magia o silêncio a luta das conversas.
Guardo porque não trás dor.
Agora tenho a certeza, que guardo
o que me completou no mais puro momento,
e ainda completa na inconstância do tempo.
Guardo a esperança, a volta,
os temperos, a noite solta,
o fim do filme, a tarde no tapete,
para aí poder dizer, guardei-te.
Guardo esquecendo a vergonha,
ouvindo o que possas dizer ou pensar.
Guardo para mim e para te ajudar a lutar,
para beber e depois sonhar.
Rest my case
O ser humano para mim é algo fantástico e que me encanta. Ele é capaz de cometer as maiores barbaridades da mesma forma que, consegue ter gestos admiráveis.Tenho fé nele. Tenho fé que compreenda que os gestos admiráveis devem suplantar as barbaridades. Tenho fé que, na sua busca interminável, ele compreenda que esta, muitas vezes, é a razão da sua existência e da sua permanência por estas terras.
Todos nós sem nos apercebemos, buscamos algo. A forma como reagimos a um sorriso, a um esgar, a um gesto, a um abraço, etc, demonstra isso. Poderão dizer-me que não e eu pergunto, se assim não é, porque temos sempre a tendência de dizer, “não gostei dele(a), após termos estado, somente umas horas em sua companhia”? Será que esse “não gostei”, não terá sido pelo facto de que, durante aquelas horas, não ouvimos ou não recebemos, aquela palavra ou aquele sinal que fizesse em nós o “clic”? Isso não é uma busca?
Penso que a busca é algo inconsciente e diferente de ser para ser pois, todos nós buscamos coisas diferentes. Atrevo-me até a dizer que é algo comum, a todos os seres.
A maior delas todas é a felicidade. Esta, reflecte-se no nosso dia a dia, na forma como tentamos ser simpáticos, como apertamos a mão ou damos um abraço, na prudência que temos na escolha das nossas palavras, etc. A maior parte das vezes, estamos sempre a espera de receber na mesma medida e quando isso acontece, encontramos, em parte, o que buscamos e isso faz-nos felizes. Essa busca atinge a sua plenitude quando alguém nos completa mas, não pára, fica somente atenuada.
Muitas vezes as nossas buscas acabam por traduzir-se, em inúmeras viagens ao nosso interior. Viagens estas que quando intensas, traduzem-se num encontro com nosso EU. Chamo a esta “a busca interior”, a que dói, magoa, cura e fortalece. É aqui, que amadurecemos e encontramos novas razões para seguir em frente ou mudar de direcção. Dependendo do quão profunda é a viagem o regresso pode ou não ser demorado. Aqui o que fazemos? Ou fazemos esta busca a sós ou procuramos um parceiro(a) de viagem. Mesmo acompanhados o nosso parceiro(a), nunca fará a viagem por nós. É um mero espectador activo ou passivo. Dele(a), recebemos somente conforto e palavras...
E
Da palavra, nasce a aproximação.
Da frase, o conhecimento.
Da conversa, a amizade.
Do silêncio, a espera, a dúvida, a reserva, o pensamento, etc.
O resto, constrói-se com calma e sabedoria, numa busca permanente.
O ser humano é assim...
Como sempre, eu não sou diferente dos demais.
Em ti, que ultimamente acompanhas as minhas noites não sei o que busco. Em Ti, que durante meses me acompanhaste, busquei, encontrei, viajei e aprendi que as nossas buscas eram diferentes. Basta sermos humanos, para aprendermos que uma busca não é nem dever ser, uma batalha mas sim, uma permanente aprendizagem.
Rest my case.


Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:
Dido foi puta, e puta d'um soldado;
Cleópatra por puta alcança a c'roa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:
Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:
Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques pois, oh Nise, duvidosa
Que isso de virgo e honra é tudo peta.Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado.
Siqueu foi corno, e corno de um soldado:
Marco Antonio por corno perdeu a c'roa;
Anfitrião com toda a sua prol
Na Fábula não passa por honrado;
Um rei Fernando foi cabrão famoso
(Segundo a antiga letra da gazeta
E entre mil cornos expirou vaidoso;
Tudo no mundo é sujeito à greta:
Não fiques mais, Alcino, duvidoso
Que isto de ser corno é tudo peta.Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura;
Depois da meia-noite na janela:
Fazê-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela:
Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:
Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo.[SONETO DO PRAZER EFÊMERO]
Dizem que o rei cruel do Averno imundo
Tem entre as pernas caralhaz lanceta,
Para meter do cu na aberta greta
A quem não foder bem cá neste mundo:
Tremei, humanos, deste mal profundo,
Deixai essas lições, sabida peta,
Foda-se a salvo, coma-se a punheta:
Este prazer da vida mais jucundo.
Se pois guardar devemos castidade,
Para que nos deu Deus porras leiteiras,
Senão para foder com liberdade?
Fodam-se, pois, casadas e solteiras,
E seja isto já; que é curta a idade,
E as horas do prazer voam ligeiras!

"Zinedine Zidane ganhou a Bola de Ouro para o melhor jogador do Mundial 2006. O médio francês, que terminou a sua carreira em Berlim com uma expulsão depois de uma cabeçada a Materazzi na final do Mundial-2006, foi o mais votado entre os 10 jogadores candidatos ao prémio.
Zidane teve 2012 votos e ficou à frente de Cannavaro, o segundo classificado com 1977 pontos, bem como de Pirlo, terceiro com 715 pontos. Maniche era o único português nesta lista.
A selecção dos candidatos foi feita pelo Grupo de Estudos Técnicos da FIFA e a decisão final foi votada pelos jornalistas acreditados para o Mundial, que votaram ao longo do dia de domingo: a eleição encerrava precisamente à meia-noite, mas a maior parte dos jornalistas terão votado antes da final.
Dualidade de Critérios.
Cristiano Ronaldo (Portugal), apesar da votação, foi lhe retirado o prémio de melhor jogador jovem do Mundial, devido ao Fair Play.
Zinedine Zidane (França) foi votado para levar a Bola de Ouro, mas parece que toda a gente esqueceu-se da cabeçada que ele deu na Final.
Se a FIFA apela ao Fair Play, expliquem-me o que significa essa expressão."
